Olinda
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| Município de Olinda | |||||
| "Capital da Cultura" | |||||
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| Hino | |||||
| Aniversário | |||||
|---|---|---|---|---|---|
| Fundação | 12 de março de 1535 | ||||
| Gentílico | olindense | ||||
| Lema | |||||
| Prefeito(a) | Luciana Santos (PCdoB) | ||||
| Localização | |||||
| Estado | |||||
| Mesorregião | Metropolitana de Recife IBGE/2008 [1] | ||||
| Microrregião | Recife IBGE/2008 [1] | ||||
| Região metropolitana | Recife | ||||
| Municípios limítrofes | Recife e Paulista | ||||
| Distância até a capital | 7 quilômetros | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 29 km² | ||||
| População | 394.850 hab. est. IBGE/2008 [2] | ||||
| Densidade | 13.497,7 hab./km² | ||||
| Altitude | 16 metros | ||||
| Clima | Tropical Aw | ||||
| Fuso horário | UTC-3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0.792 PNUD/2000 [3] | ||||
| PIB | R$ 1.937.881 mil IBGE/2005 [4] | ||||
| PIB per capita | R$ 5.040,00 IBGE/2005 [4] | ||||
Olinda é um município brasileiro do estado de Pernambuco, na Região Metropolitana do Recife.
Possui 394.850 habitantes (IBGE/2008),[2] sendo uma das mais bem preservadas cidades coloniais do Brasil. Foi a segunda cidade brasileira a ser declarada Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela UNESCO, em 1982.
Índice |
[editar] Etimologia
Um mito popular diz que o nome Olinda teria a sua origem numa suposta exclamação do fidalgo português Duarte Coelho, primeiro donatário da Capitania de Pernambuco – "Oh, linda situação para se construir uma vila!". Mas de fato, o nome advém de uma personagem feminina do romance de cavalaria Amadis de Gaula.[carece de fontes]
[editar] História
No estado de Pernambuco, é uma das mais antigas cidades brasileiras, tendo sido fundada (ainda como um povoado) em 1535 por Duarte Coelho. Foi elevada a vila em 12 de março de 1537. Olinda era sede da capitania de Pernambuco, mas foi incendiada pelos holandeses devido à sua localização. Segundo a concepção holandesa de fortificação, Olinda detinha um perfil de difícil defesa. Diante disso, transferiram a sede para o Recife.
Em 1654, quando os portugueses retomaram o poder e expulsaram os holandeses, volta a ser capital de Pernambuco. Em 1676 foi elevada à categoria de cidade. Em 1837, perde de vez o título de capital para o Recife.
[editar] Foral de Olinda
A outorga do Foral em 1537, feita pelo primeiro donatário, fidalgo de formação européia, estabelece pontes com o mundo peninsular e europeu, ganhando assim inserção no velho continente. O Foral de Olinda confere à povoação o título de Vila e estabelece o seu patrimônio público. Entretanto, não possui a forma dos forais manuelinos e afasta-se dos modelos textuais existentes, apresentado-se como uma carta de doação por não possuir no seu conteúdo a definição dos limites do Termo da Vila, as normas judiciais e penais e a carga fiscal imposta aos moradores.
O Foral de 1537 não recebeu, por parte dos primeiros vereadores, o cuidado que requeria o documento original, portanto, em 1550, a Câmara solicitou ao donatário uma cópia do documento, a qual foi tirada do livro de tombo e matrícula da Capitania. Com a invasão holandesa em 1630 e o incêndio em 1631, o documento guardado no arquivo do conselho foi novamente perdido. Em 1654, após a restauração do domínio português em Pernambuco, o texto foi localizado no Mosteiro de São Bento de Olinda e dele foi um traslado em 1672.
[editar] Olindenses
Adelino Antônio de Luna Freire
Francisco do Rego Barros (Salinas)
João Capistrano Bandeira de Melo Filho
[editar] Cometa Olinda
Em 1860, o astrônomo francês Emmanuel Liais descobriu, no Observatório do Alto da Sé, o primeiro cometa relatado a partir de observações na América Latinae o único descoberto no Brasil, que recebeu a denominação de cometa Olinda.
[editar] Demografia
Olinda tem uma população de cerca de 377.000 no total (360.554 na Zona urbana), e uma Área de 37,9 km², faz parte da Região Metropolitana do Recife. Localizada a uma distância de 6 km de Recife, capital do estado. Faz limite ao norte com Paulista, ao sul e oeste com Recife, a leste com Oceano Atlântico.
[editar] Cultura
Além de sua beleza natural, Olinda é também um dos mais importantes centros culturais do Brasil. Foi declarada, em 1982, Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela UNESCO.
Em 2005, Olinda foi eleita a primeira Capital Brasileira da Cultura para o ano de 2006.
Foi a primeira vez que o Brasil elegeu uma capital cultural. O projeto é uma iniciativa da organização Capital Brasileira da Cultura (CBC), com o apoio dos Ministérios da Cultura e do Turismo e da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco).
Olinda revive o esplendor de seu passado todos os anos durante o Carnaval, ao som do frevo, do maracatu e outros ritmos originais de Pernambuco. Há bonecos gigantes, nos quais cabe um homem apenas em suas pernas para ampará-lo; e blocos carnavalescos (com temáticas variadas, de grupos variados, geralmente acompanhados de orquestras de frevo, e/ou trios elétricos). É costume dos jovens molhar os transeuntes com pistolas d'água. Vários grupos também se fantasiam, seja qual for o personagem, em geral com a intenção de chamar a atenção para si, fazer uma crítica social, animar com brincadeiras, e atrair parceiros.
Durante todo o ano, em especial no sítio histórico de Olinda, há eventos culturais, como feirinhas de artesanato, reggaes, sambas, maracatus e afoxés. Também há ambientes mais intimistas, como casas de festas, bares e restaurantes culturais - com noites literárias, excelente gastronomia, música ao vivo etc. Circulam no meio crianças, jovens e adultos dos mais variados estilos. Também há outras localidades, à beira-mar, onde a noite é freqüentada por diversas pessoas.
Também são símbolos culturais da cidade a comida típica tapioca, e o farol de Olinda.
[editar] Economia e sociedade
Olinda é um município essencialmente habitacional, comercial e turístico. Pode-se dizer que é uma "semi-cidade dormitório", em relação à capital pernambucana, a vizinha Recife. Os habitantes são majoritariamente de classe média e de classe baixa.
Referências
- ↑ 1,0 1,1 Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
- ↑ 2,0 2,1 Estimativas da população para 1º de julho de 2008 (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de agosto de 2008). Página visitada em 5 de setembro de 2008.
- ↑ Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
- ↑ 4,0 4,1 Produto Interno Bruto dos Municípios 2002-2005. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (19 de dezembro de 2007). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
