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REKLAMA
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Caldas da Rainha

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Caldas da Rainha
Brasão de Caldas da Rainha Bandeira de Caldas da Rainha
Brasão Bandeira

Pavilhões do Parque do Hospital Termal
Localização de Caldas da Rainha
Gentílico Caldense
Área 255,87 km²
População 52 270 [1] hab. (2006)
Densidade populacional 204 hab./km²
N.º de freguesias 16
Fundação do município
(ou foral)
1821
Região Centro
Sub-região Oeste
Distrito Leiria
Antiga província Estremadura
Orago Nossa Senhora do Pópulo
Feriado municipal 15 de Maio
Código postal 2500 Caldas da Rainha
Endereço dos
Paços do Concelho
Praça 25 de Abril
2500-110 Caldas da Rainha
Sítio oficial www.cm-caldasrainha.pt
Endereço de
correio electrónico
geral@cm-caldas-rainha.pt
Municípios de Portugal
Exemplo de edifício estilo Arte Nova.
Campanário da Igreja de N. Sra. do Pópulo.

Caldas da Rainha é uma cidade portuguesa situada no distrito de Leiria, região Centro e sub-região do Oeste, com cerca de 29 000 habitantes.

A cidade, além de ser a sede de um município, está dividida enter duas freguesias, a de Nossa Senhora do Pópulo e a de Santo Onofre com 255,87 km² de área e 52 270 habitantes (2006) [1]. Estando subdividido em 16 freguesias, o município é limitado a nordeste pelo município de Alcobaça, a leste por Rio Maior, a sul pelo Cadaval, a oeste pelo Bombarral e por Óbidos e a noroeste pelo Oceano Atlântico.

Na Praça da República (conhecida popularmente como "Praça da Fruta") realiza-se todos os dias, da parte da manhã, ao ar livre, o único mercado diário horto-frutícola do país, praticamente inalterável desde o final do século XIX.

Ainda hoje as Caldas da Rainha mantêm como armas, o brasão da Rainha D. Leonor, ladeado à esquerda pelo seu próprio emblema (o camaroeiro) e à direita pelo emblema de D. João II (o pelicano). Ao manter estas armas, a cidade é das poucas povoações do país a possuir um brasão anterior à normalização da heráldica municipal levada a cabo no princípio do século XX.

Índice

[editar] História

Pensa-se que, em 1484, durante uma viagem de Óbidos à Batalha, a Rainha Leonor de Viseu (mais conhecida na região como Rainha D. Leonor), mulher do rei D. João II, e a sua corte, tenham passado por um local onde várias pessoas se banhavam em águas de cheiro intenso. A rainha perguntou-lhes porque o faziam, pois naquele tempo não era normal as pessoas tomarem banho, muito menos em águas com cheiro pouco agradável, ao que responderam que eram doentes e que aquelas águas possuiam poderes curativos. A rainha quis comprovar se assim era e banhou-se naquelas águas, pois também ela era doente (não existe concordância em relação a este aspecto: alguns autores dizem que a rainha padecia de uma úlcera no peito, outros que tinha problemas de pele e outros ainda que tinha simplesmente uma ferida no braço). Conta a lenda que se curou e que no ano seguinte mandou construir naquele lugar um hospital termal para todos aqueles que nele se quisessem tratar.

Naquele local a rainha fundou uma pequena povoação com 30 moradores, dando-lhes beneficios como não terem de pagar os seguintes impostos: jugada (antigo tributo que recaía em terras lavradias), oitavos, siza e portagem, que também se estendiam aos mercadores que viessem de fora para comprar ou vender.

O desenvolvimento das Caldas da Rainha iniciou-se com D. Afonso V, que reconstruiu e ampliou o hospital. Durante treze anos, até ao fim da sua vida, ele, a família real e o resto da corte usufruíram das águas termais, anualmente, o que permitiu à vila desenvolver-se.

Caldas da Rainha atingiu o estatuto de vila em 1511 e de cidade em 1927.

[editar] Geografia

[editar] Freguesias

As freguesias das Caldas da Rainha são as seguintes:

[editar] Demografia

População do concelho das Caldas da Rainha (1801 – 2006)
1801 1849 1900 1930 1960 1981 1991 2001 2004 2006
1470 8486 20971 29207 37430 41018 43205 48846 51403 52270

[editar] Política

[editar] Câmara Municipal

Antiga Casa da Câmara, construída no século XVIII.

Os membros da Câmara Municipal são os seguintes:

  • Presidente: Fernando José da Costa (PSD)
  • Membros (Partido):
    • Maria da Conceição Feliciano Antunes Bretts Jardim Pereira (PSD) - Vice-Presidente
    • Fernando Manuel Tinta Ferreira (PSD)
    • João Manuel Rato Faria Aboim (independente, convidado pelo PSD)
    • Hugo Patrício Martinho de Oliveira (PSD)
    • António Bento da Silva Galamba (PS)
    • Nicolau João Gonçalves Borges (PS)

[editar] Assembleia Municipal

Os membros da Assembleia Municipal são os seguintes:

  • José Luís de Carvalho Lalanda Ribeiro
  • Manuel Simões Pereira Nobre
  • Luís Manuel Pereira Monteiro Ribeiro - Presidente
  • David Ribeiro de Sousa Geraldes
  • Maria Margarida Nave Nunes Maldonado Freitas
  • Luís Miguel da Rosa Goulão Freire
  • Rui Alves Gomes
  • Jorge Manuel Santos Sobral
  • Ana Maria Jean-Batiste Cruz Carneiro Pacheco
  • Arnaldo Lino Monteiro da Rocha
  • Rogério Miguel Rebelo
  • Luisa Paula Guerreiro Rebelo Sedas Pascoal
  • António Cipriano da Silva
  • Mário António Duarte Pacheco
  • José Fernando D’Almeida Silva Pereira - Primeiro Secretário
  • Duarte Nuno Batista Ferreira
  • Paulo Ribeiro
  • Manuel Mendes Nunes
  • Vítor Manuel Marques Fernandes
  • Pedro Miguel de Oliveira Marques
  • Alberto Manuel de Oliveira Reis Pereira
  • Mário de Sousa Tavares
  • Justino Sobreiro
  • Virgílio Leal dos Santos
  • Vasco da Cruz Antunes de Oliveira - Segundo Secretário
  • Abílio Maria Camacho
  • Maria João dos Santos Ribeiro Querido
  • Carlos de Oliveira Rodrigues
  • Fernando Alberto Reis Horta
  • António Augusto Marques Alexandre
  • César Conceição Dimas Pereira
  • João Fialho Coutinho Rosa
  • Abílio Jacinto Luís
  • Hélder Fernando Freire Nunes
  • João Manuel Almeida Silva
  • Álvaro Baltazar da Silva Jerónimo
  • Henrique José Teresa
  • César Paulo Tempero

[editar] Cultura

[editar] Museus

Museu José Malhoa.

[editar] Arquitetura religiosa

[editar] Cerâmica

Zé Povinho (Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha. Acervo do Museu Rafael Bordalo Pinheiro.
Placa de identificação de arruamento (Largo Rainha D. Leonor) em louça das Caldas.

A produção cerâmica em Caldas da Rainha atingiu destaque na passagem do século XIX para o século XX, quando se afirmou como um dos raros centros notáveis no país, com cerca de duas dezenas de unidades produtivas.

A atividade desenvolveu-se históricamente na região a partir dos solos ricos em argila, o que é indicado, por exemplo, na toponímia Bombarral, onde "barral" (ou "barreiro") designa um local de onde se tira barro.

A primeira fase da cerâmica Caldense iniciou-se na década de 1820, com a produção de D. Maria dos Cacos, caracterizando-se pela monocromia verde-cobre ou castanho-manganês de peças de tipo utilitário (funcionalista) de gosto popular. Um segundo momento é marcado, em meados do século, pela renovação introduzida por Manuel Cipriano Gomes Mafra, mais tarde conduzida ao seu ápice por Rafael Bordalo Pinheiro.

As peças produzidas a partir de então caracterizam-se pela profusão de modelos formais, assim como por uma diversificada abordagem de temas decorativos. Os principais tipos da chamada "louça das Caldas" são:

  • Utilitária
    • louça de cozinha - apresentada em duas abordagens distintas: a contemporânea, com linhas e design simples, para uso diário; e a louça naturalista, representando folhas de couve, de alfaces, peixes, fruta, enchidos, etc.

A louça caricatural originariamente apresentava profissões (padres, pescadores, agricultores) estereotipadas de maneira sarcástica e depreciativa. Atualmente as figuras representam políticos ou celebridades, embora a mais popular tradicionalmente seja, sem dúvida, a do Zé Povinho. Este personagem, criado por Rafael Bordalo Pinheiro para "A Lanterna Mágica", afirmou-se desde a sua criação como estereótipo, sendo utilizado como símbolo de Portugal e do povo português.

[editar] Gastronomia

Cidade com especial relevo na doçaria, apresenta as trouxas de ovos, as cavacas, as lampreias de ovos e os beijinhos.

Em Junho de 2005 uma pirâmide de cavacas foi erigida na Praça 25 de Abril, em frente à Câmara Municipal.

[editar] Bordados

Os bordados das Caldas da Rainha fabricavam-se inicialmente em linho grosseiro com fios de linho, tintos por cozedura em chás, o que tornava a sua cor diferente a cada cozedura, dependendo do tipo de plantas ou flores utilizadas no chá. Actualmente são feitos a partir de fio de linho de canela, sendo a simetria a imagem de marca do Bordado das Caldas. Os exemplares mais reproduzidos são toalhas e colchas com motivos como “aranhiços”, espirais, ângulos e corações, sempre simétricos. O formato é geralmente rectangular, havendo contudo vários em forma circular ou em quadrado perfeito.

Os pontos usados nos bordados podem ser pontos:

  • caseados
  • formiga
  • pé de galo
  • recorte
  • ilhós
  • grilhão
  • espiga

E os recortes podem ser:

  • espaçados
  • desencontrados

Pensa-se terem origens Espanholas e coloca-se ainda a possibilidade da sua origem residir nos quadros de naturezas mortas da pintora seiscentista Josefa de Óbidos.

Apesar dos esforços desenvolvidos pela Câmara Municipal da cidade, os bordados encontram-se em vias de extinção devido à falta de aderência das camadas jovens.

[editar] Artes

Caldas Late Night

O Caldas Late Night é uma mostra de arte anual, promovida desde 1997 por estudantes da Escola Superior de Artes e Design.

[editar] Infra-estrutura

[editar] Espaços públicos

Parque D. Carlos I.
Praça de Toiros.

[editar] Escolas

Para além de várias escolas do 1.º ciclo do ensino básico, as Caldas da Rainha têm um conjunto de estabelecimentos de ensino básico, como a Escola Básica Integrada de Santo Onofre (1.º ao 9.º anos) e a Escola Básica 2,3 D. João II, e de ensino secundário, como a Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro e a Escola Secundária Raúl Proença (7.º ao 12.º anos). O Colégio Rainha Dona Leonor (privado) ministra ensino do 1.º ao 12.ºanos e a Infancoop - Cooperativa de Pais Trabalhadores para Apoio à Infância assegura os serviços de Creche, Jardim de Infância, ATL e 1.ºCiclo do Ensino Básico (Privado).

No domínio do ensino da música e da dança, as Caldas da Rainha dispõem de duas escolas privadas, o Conservatório de Caldas da Rainha e a Escola Vocacional de Dança das Caldas da Rainha (a funcionar nas instalações da Sociedade de Instrução e Recreio "Os Pimpões").

No âmbito do ensino superior funcionam nas Caldas da Rainha o pólo da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa e a Escola Superior de Artes e Design do Instituto Politécnico de Leiria.

Quanto ao ensino profissional, as Caldas da Rainha contam com o Centro de Formação Profissional para a Indústria Cerâmica (CENCAL), a Escola de Tecnologia e Gestão Industrial (ETGI) e a Escola Profissional Técnica Empresarial do Oeste (ETEO).

[editar] Transportes

[editar] Autocarros

Caldas da Rainha tem uma estação de Autocarros mesmo no centro da cidade pertencente à Rodoviária do Tejo. O terminal rodoviário é um edifício de grande interesse arquitectónico, tendo sido construído nos anos 40 do século XX.

A cidade é servida por várias carreiras Expresso, Rápidas e Inter-Urbanas

Um novo serviço de transportes urbanos foi introduzido na cidade como projecto-piloto. Chamado TOMA, uma alusão ao manguito do Zé Povinho, o projecto faz com que 2 autocarros de 29 lugares percorram duas rotas distintas, a verde e a laranja, dentro da cidade. A linha verde demora 30 minutos a ser percorrida pelo autocarro e é mais larga. A laranja demora 15 minutos e é mais central. Existem ao todo 24 paragens.

[editar] Comboio

Comboio da Linha do Oeste.

Caldas da Rainha tem uma estação de comboio à responsabilidade da Linha do Oeste. A linha segue para Lisboa a sul e para a Figueira da Foz a norte. As automotoras são do tipo 0450. O tempo de viagem entre Caldas e Lisboa é de duas horas.

[editar] Estradas

Caldas da Rainha é servida por uma excelente rede viária:

[editar] Caldenses Notáveis

Notas

[editar] Ligações externas

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